A garota do Supermercado - Parte 1
O quinto dia útil do mês tem um peso diferente para quem trabalha de carteira assinada. Para nós, CLTs, ele não é apenas mais um dia — é o dia em que o esforço do mês anterior se transforma em números na conta. É o dia em que a gente respira, ainda que por alguns instantes. Naquele dia fiz o básico. Preparei uma lista de compras com as coisas que precisava levar para casa ao longo do mês. Peguei o carrinho e entrei no mercado, como faço todo mês. Nada de especial. Com a lista nas mãos, buscava entre prateleiras infinitas os produtos que precisava, comparando preços, tentando fazer caber no orçamento apertado. Sempre um desafio. Depois de um bom tempo, consegui colocar no carrinho tudo que era objetivo — e até umas coisinhas a mais. Motivo de alegria, porque nem sempre é possível. Nessas horas, me pergunto como deve ser a sensação de entrar num mercado e não precisar fazer contas: só colocar no carrinho e pagar. Deve ser isso, ser rico. Não se preocupar com o que deseja. Apenas poder. S...